Livro: A mulher em silêncio de Freida McFadden [Resenha + PDF/ePUB]


Sinopse

Um casamento cheio de segredos e uma esposa incapaz de falar.

O que fazer quando você quer desesperadamente falar, mas só consegue se exprimir através dos seus olhos?

Victoria Barnett tem tudo: uma carreira de sucesso, um marido bonito e carinhoso, uma casa maravilhosa e o plano de enchê-la de filhos.

Até que, certa noite, sua vida muda radicalmente. Depois de sofrer um acidente sério, Victoria é levada às pressas para o hospital, em estado grave. Ela sobrevive, mas uma lesão cerebral a deixa incapaz de andar e falar. Presa no próprio corpo, ela terá que se adaptar a uma realidade muito diferente.

Quando Sylvia Robinson é contratada como sua acompanhante, encara a oportunidade como um verdadeiro golpe de sorte. Um trabalho bem-remunerado em uma casa luxuosa, com um patrão totalmente devotado à esposa, é mais do que ela poderia sonhar.

Porém, conforme os dias passam, Sylvia percebe que há algo errado naquela casa. A mansão isolada parece esconder algum segredo, e o comportamento de Adam, marido de Victoria, é bastante suspeito. Mas o que é realmente intrigante são os olhos da mulher, que estão sempre tentando lhe dizer algo.
Sobre  o livro

Título: A mulher em silêncio 
Título original: The Wife Upstairs
Autora: Freida McFadden 
Editora: Arqueiro
Gênero: Suspense psicológico, thriller
Publicado em: 2026
Classificação indicativa: +16 anos
Gatilhos/Avisos de Conteúdo: relacionamento abusivo, violência doméstica, manipulação psicológica, gaslighting


Resenha


"A mulher em silêncio" é mais um suspense psicológico da autora Freida McFadden, que foi lançado esse ano (2026) pela editora Arqueiro. 

O livro começa nos apresentando Sylvia, uma mulher que está passando por uma fase difícil. Sem emprego, com problemas financeiros e precisando urgentemente de dar a volta por cima, ela vê sua vida mudar completamente após um encontro inesperado em uma lanchonete.

Depois de ajudar uma idosa que parecia estar engasgada, Sylvia acaba conhecendo Adam Barnett, um famoso escritor de suspense que presencia toda a confusão. Durante a conversa, ele faz uma proposta inusitada: trabalhar como companhia para sua esposa doente, Victoria, em sua mansão em Long Island.

A oferta parece boa demais para ser verdade. Além de um salário generoso, Sylvia teria moradia garantida e a chance de colocar a vida nos trilhos novamente. Mesmo sentindo que há algo estranho naquela situação, ela aceita.

Ao chegar à propriedade isolada dos Barnett, Sylvia finalmente conhece Victoria, a mulher de quem deverá cuidar. Depois de sobreviver a um grave acidente, Victoria ficou com sequelas que a deixaram incapaz de andar e falar, passando os dias confinada a uma cadeira de rodas.

No início, o emprego parece simples e exatamente a oportunidade que Sylvia precisava. Mas, conforme os dias passam, ela começa a sentir que existe algo estranho naquela casa. A enorme mansão isolada carrega uma atmosfera inquietante, e os olhares insistentes de Victoria dão a impressão de que ela está tentando alertá-la sobre alguma coisa.


Já li 13 livros da autora, mas esse livro foi o que mais tive dificuldade de ler. Esse foi o único que não me prendeu desde o início. Para chegar em 50%, levei SEMANAS e quase um mês para finalizar. Quase tive vontade de abandonar, mas queria saber o final e também queria poder falar dele com propriedade.

A história já começa de um jeito que não tem como não desconfiar de que isso vai dar ruim lá na frente. Senti também uma similaridade com A Empregada, pelo fato de Sylvia estar desesperada por um emprego, por se mudar para a casa de quem a contratou e pela relação com ele.

Se você já leu Verity e O Massacre da Família Hope, vai encontrar mais algumas similaridades. Os três têm personagens acamadas e que não conseguem se comunicar. Além disso, em Verity temos o manuscrito e aqui temos um diário escrito por Victoria.

Também vi pessoas falando sobre plágio por conta dessas similaridades entre as três obras, mas queria deixar claro que O Massacre da Família Hope foi lançado em 2023, sendo que esse aqui foi lançado em 2020. Verity foi lançado em 2018, bem antes dos outros dois livros. É plágio? Não considero, porque cada um foi para uma direção diferente. Além de terem personagens acamadas e que não conseguem se comunicar (e o final de Victoria), não considero plágio, mas talvez a autora tenha se baseado sim no livro.

Também vejo que muitos estão acusando a autora de usar IA, por acharem os livros fracos (o que é uma opinião individual de cada um) e pela quantidade de livros que estão sendo lançados da autora no Brasil. Eu até brinco no Instagram: “gente, ela não para”, mas não é isso. As editoras estão trazendo os livros da autora agora para o Brasil devido ao sucesso da mesma, mas não é que esses livros são novos - a maioria foi lançada há anos. Acho uma acusação muito forte dizer que a autora está usando inteligência artificial para escrever os livros (não dizendo que isso não exista, porque deve ter gente que faz; eu mesma gosto de usar para corrigir meus textos e deixá-los mais fluídos, mas realmente deve existir gente que escreve tudo por IA, não duvido de nada).

Voltando à minha experiência, só consegui me envolver com o livro depois que cheguei em 65%, quando ele começou a me prender mais e passei a me empolgar com a leitura. O ponto que eu não gostei desse livro - e o motivo de ter dado somente uma estrela no Skoob - é que a autora revelou tudo de vez quando o livro chegou em 90%. Ela não foi soltando aos poucos; fomos enganados o tempo todo junto com a Sylvia e, de repente, foram jogadas todas as informações de uma vez. As cenas finais foram muito teatrais, não entendi nada da cena da queda e não me convenceu como aquilo foi possível.

Sobre os personagens, a Sylvia me irritou em muitos momentos, porque ela sente que algo não está certo, mas mesmo assim vai, fica ou resolve se virar sozinha. Dava vontade de entrar no livro e dizer: “acorda, minha filha!”. A Victoria às vezes não conseguia dizer uma palavra que desse para entender, mas em outros momentos falava uma frase completa, o que me deixava confusa. O final dela me chocaria mais se eu não tivesse lido Verity, então não deu nem para ficar surpresa com sua reviravolta. Já o Adrian, odiei ele desde o primeiro segundo em que apareceu. Ele é cilada pura.

Sobre o final, achei muito fraco, mas pelo menos não deixou dúvidas como em Verity (acredito totalmente no manuscrito). A Mulher em Silêncio chega a ser mais chato que A Contadora e não consigo nem recomendar - nem o final salvou para dizer que vale a pena.

Agora quero saber a opinião de vocês! O que acharam desse livro?


Confira a série A empregada:

 

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