Livro: A inquilina de Freida McFadden [Resenha + PDF/ePUB]


Sinopse 

Não há nada como o nosso lar…

Blake Porter estava em franca ascensão ― até não estar mais. Depois de ter sido demitido de uma hora para outra de seu cargo como vice-presidente em uma agência de marketing, ele fica sem condições de pagar as prestações do financiamento da casa no Upper West Side, onde mora com a noiva em Nova York. A solução para essa conta que não fecha? Alugar um dos quartos.

Depois de conhecer alguns candidatos a inquilino um tanto peculiares, Blake conclui que será difícil encontrar a pessoa certa. E é aí que surge Whitney. Simpática, educada, sem frescuras e precisando muito de um lugar para morar. Ela é exatamente o que o casal procura. 

Será?

Porque, assim que ela se muda para a casa, coisas sinistras começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após várias faxinas. Os vizinhos passam a tratar Blake de um jeito diferente. Barulhos estranhos o acordam no meio da noite. Até a roupa que ele usa parece lhe dar alergia. De repente, Blake passa a desconfiar de que seus piores segredos podem ter sido descobertos…

O perigo mora na sua casa, e, quando Blake se der conta, será tarde demais. A armadilha já está pronta.

Sobre o livro 

Título: A inquilina
Título original: The Tenant.
Autora: Freida McFadden 
Editora: Record
Gênero: Suspense, suspense psicológico 
Páginas: 350
Publicado em: 2026


Resenha

A inquilina é mais um livro de suspense da autora Freida McFadden e é uma autora que eu leio todos os seus lançamentos, tenho meus preferidos e outros que nem tanto, mas o que eu mais gosto nos livros dela é que me prendem do início ao fim e devoro em poucos dias. É o efeito da Freida. 

Nesse livro conhecemos Blake Porter, um homem que aparentemente tem a vida perfeita. Ele mora em uma casa luxuosa no Upper West Side, é apaixonado pela noiva, Krista Marshall, e acabou de se tornar vice-presidente da Cobey & Roy, uma agência de marketing, depois de anos se dedicando para crescer na empresa e conquistar a confiança do chefe. A promoção veio após o antigo ocupante do cargo se afastar da empresa depois de uma tentativa de tirar a própria vida.

Mas, apenas uma semana após assumir o novo cargo, tudo vira de cabeça para baixo quando o chefe o acusa de ter vendido uma campanha da agência para uma empresa rival. Após a demissão, Blake acredita que conseguirá outro emprego em um cargo de liderança rapidamente, mas o tempo passa e nada acontece. Seu antigo chefe espalhou sua versão da história, e agora sua reputação está manchada, o que torna impossível manter o financiamento da sua belíssima casa em Nova York.

Já no limite, Blake quase topa vender o anel de noivado, como Krista sugere, mas o orgulho não deixa. As memórias da vida apertada que teve com os pais ainda o assombram, e ele se recusa a abrir mão do anel. É então que aceita a outra ideia de Krista: alugar um dos três quartos da casa.

O casal começa a entrevistar pessoas para ocupar o quarto no terceiro andar, que é basicamente um sótão, mas foi adaptado e decorado como um quarto de hóspedes. Vários candidatos são descartados, um mais problemático que o outro. Um deles chega até a danificar a parede da casa.

Mas o momento mais estranho acontece com Quillizabeth, uma vidente. Ao tocar em Krista, ela afirma ter tido uma visão perturbadora: Krista morta na sala da própria casa, ensanguentada. E vai além: diz que Blake será o responsável.

Mesmo depois desse clima péssimo, o casal ainda precisa entrevistar mais uma candidata.

A última é Whitney. Educada, discreta, aparentemente normal, um verdadeiro respiro depois dos outros candidatos. Blake repara na sua beleza assim que a porta se abre, mas tenta agir naturalmente. Para o casal, ela parece a escolha perfeita, e os dois acreditam que, dessa vez, pode dar certo.

No começo, realmente parece que está dando certo. A convivência é tranquila, quase amigável. Mas, aos poucos, as coisas começam a mudar. Blake oferece um pouco do seu sucrilho, sabonete e shampoo, e Whitney simplesmente acaba com tudo, como se não houvesse limites. Bichinhos de fruta aparecem por toda a cozinha, por mais faxinas que façam. Blake ouve barulhos durante a noite que o impedem de dormir. Suas roupas começam a causar alergia. Objetos parecem sair do lugar.

Para ele, só pode haver uma explicação: Whitney. Ela é a única novidade na rotina da casa. A relação entre os dois piora, o clima fica insuportável, e Blake passa a ter a sensação de que está perdendo o controle da própria vida e da própria mente. Ele quer que ela vá embora, mas não é tão simples assim — em Nova York, o inquilino tem direito a permanecer por 30 dias para desocupar o imóvel, com contrato ou não.

E o que começou como a solução para os seus problemas financeiros faz com que a casa nunca mais volte a ser um lugar de paz.


Como sempre, comecei esse livro sem nem ler a sinopse, afinal, tudo que é da Freida eu leio. Não são todos que eu amo, mas a escrita dela sempre me prende desde o início, e eu devoro os livros em poucos dias. Nunca fico entediada e sempre tento adivinhar o final, mas nunca acerto.

No começo, pelo título, achei que seria tipo uma versão de A Empregada 2.0, sabe? Pensei que ele acabaria matando a mulher, se apaixonando pela inquilina ou até mantendo alguém preso ali. Depois passei a desconfiar de que era o próprio Blake que estava fazendo tudo, que as duas mulheres poderiam estar envolvidas em algo juntas para deixá-lo louco. Também cogitei que ele tivesse problemas como sonambulismo. Olhando agora, chega a ser engraçado ver o tanto de teoria que criei, porque nada disso acontece. Mas uma coisa você sente o tempo todo: isso vai dar muito ruim. E, como é um livro da Freida, nada segue o caminho que a gente imagina, e eu amo como ela sempre consegue surpreender.

A história é narrada por Blake, e este é um dos poucos livros da autora com um narrador masculino. É curioso ver tudo pelo ponto de vista dele e perceber o quanto ele é egocêntrico. Blake se acha o certo, o melhor, o mais sensato. Ele chega a ter pensamentos bem perturbadores, mas sempre se justifica dizendo que é uma boa pessoa. Lendo pela cabeça dele, ele parece estranho, mas imagino que, visto de fora, deva ser aquele tipo de homem bonito, simpático e aparentemente perfeito. Me lembrou muito o “querido” Andrew, de A Empregada.

A escrita da Freida é muito fluida, os capítulos são curtos e sempre termina de uma maneira que faz você pensar “só mais um”, e quando vê já leu metade do livro. O livro é dividido em três partes e tem um epílogo. A grande virada acontece no final da Parte I, e a partir daí vamos entendendo outras camadas da história.

A autora conduz a história de um jeito que a gente vai enlouquecendo junto com Blake, sem saber se pode confiar nele, se é ele quem está fazendo tudo e tentando culpar Whitney, ou se realmente é ela. É aquele tipo de narrativa que vai te deixando desconfortável aos poucos, fazendo você duvidar do que é real e desconfiar de todo mundo.

A história brinca o tempo todo com a percepção do leitor. Você começa achando que sabe exatamente quem é a ameaça. Depois já não tem tanta certeza. Em seguida, passa a questionar o próprio Blake. E, quando percebe, está preso na mesma armadilha psicológica que ele.

A Freida não escreve thrillers cheios de ação ou investigação. O foco dela é o psicológico, as relações estranhas e a mente dos personagens. Confesso que terminei esse livro do mesmo jeito que terminei Verity: com a sensação de que todo mundo ali tem sérios problemas.

Para quem gosta dos livros da Freida, recomendo ler esse aqui. Achei melhor que ''O acidente'' e "Até o último de nós''. 


Confira a série A empregada:

 


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